sábado, abril 02, 2005

CCP defende venda de medicamentos

Face à anunciada decisão do Governo de liberalizar a comercialização dos medicamentos não sujeitos a prescrição médica, e não se pronunciando sobre questões de oportunidade de tal medida, entende a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) que, a ser tomada, esta deverá contemplar, potencialmente, todos os canais e formatos de comércio.

Sendo um dos argumentos para tal liberalização o acesso facilitado da população aos medicamentos de venda livre, os canais de comércio independente constituem uma verdadeira rede nacional, com milhares de estabelecimentos próximos e acessíveis a todos os segmentos da população, incluindo nomeadamente as comunidades rurais.

Sobre os requisitos tecnico-sanitários que vierem a ser definidos, e assumindo o Governo que está ultrapassado o impacto em termos de saúde pública, não compreenderá a CCP que estes venham a revelar-se um entrave à livre comercialização, acabando por traduzir-se numa transferência de “monopólio” de um canal para outro.

A CCP admite, nesta perspectiva, que possam ser criadas classificações, dentro dos medicamentos de venda livre, que distingam produtos que necessitem de aconselhamento técnico, e medicamentos de uso generalizado, como os analgésicos ou anti-tússicos, que podem ser disponibilizados em virtualmente qualquer estabelecimento.


Contacto:
Alda Telles
Assessora de Comunicação da CCP
Tel. 21 392 99 90